Viúva de policial terá pensão integral

Viúva de policial terá pensão integral

BRASÍLIA – O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresenta nesta quarta-feira, 7, o novo texto da proposta que deverá ir à votação no plenário da Casa. A nova versão terá concessão de pensão integral vitalícia a viúvas e viúvos de policiais mortos em serviço.

A nova regra, se aprovada, não beneficiará agentes penitenciários e policiais militares, categoria que não foi incluída na atual reforma, assim como integrantes das Forças Armadas e bombeiros. Segundo o relator, a pensão vitalícia foi incluída com aval das áreas econômica e política do governo e deve trazer votos favoráveis na bancada da segurança pública. “A bancada da bala, que é muito expressiva, muitos deles me pediram. Acho que é um aceno importante”, declarou Oliveira Maia.

Viúva de policial terá pensão integral

O novo texto será apresentado em meio ao reconhecimento do governo de que não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara. “Está muito difícil. Todos nós estamos muito pessimistas”, afirmou o relator. Ele avaliou que parte da culpa por essa dificuldade para votar a matéria é da articulação política do Palácio do Planalto bem como dos próprios colegas parlamentares, que estão “se lixando para o País”. À reportagem, Oliveira Maia citou pelo menos dois erros: o atraso na nomeação de Carlos Marun (MDB-MS) para a Secretaria de Governo e as punições aplicadas a deputados de partidos da base que votaram pela aceitação das duas denúncias contra o presidente Michel Temer. “Se tivesse nomeado o Marun antes, as coisas já estariam adiantadas”, afirmou. Para o relator, a retirada de cargos de deputados infiéis fez muitos deputados se afastarem ainda mais do governo..

O deputado Arthur Maia (PPS-BA) é o relator da reforma da Previdência na Câmara Foto: Dida Sampaio/Estadão
Temas em que não há consenso, como regras de transição para servidores públicos e acúmulo de pensão e aposentadoria, ficarão de fora do texto e só serão tratados durante a votação da reforma.

fonte: www.economia.estadao.com.br

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